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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Jogo - Depict 1

Já que o Movido a Bicuda se empolgou com as análises de filmes, me inspirei e resolvi voltar com as análises de games simples, destes que você joga no Browser mesmo. Começando com o genial Depict1. As análises seguirão o padrão do Movido a Bicuda, simples, concisas e diretas. Qualquer opinião, expresse nos comentártios.








Um dos melhores e mais interessantes jogos web que já experimentei.
Gráficos: Muito bonitos e estilosos, com um padrão de pixelart que lembra os jogos dos anos 1990, nostalgia garantida.

Som: Música muito acima da média de jogos web. Ambienta o jogo de modo surpreendente. Efeitos sonoros muito bem feitos e nada cansativos.

Ambientação: Mais um quesito muito acima do padrão de jogos gratuitos. História interessante; um "ajudante misterioso" que aumenta a cada diálogo (ou monólogo) o suspense de quem é você, onde está e por que está lá. A interação entre os objetivos e os nomes das fases também torna a experiência agradável. E a música, que como já disse, complementa maestralmente o ambiente.

Diversão: Garantida! Os Puzzles não são difíceis a ponto de fazer desistir, nem tão fáceis que tornem-se descartáveis.

Nota final: 9,0

Um dos poucos jogos que realmente instigam a ir até o fim.

Aprovado pelo Texugo!

Não confie em ninguém! Sério!
Clique na Imagem ou AQUI para jogar


segunda-feira, 7 de julho de 2008

WALL•E {Review}

O mais novo filme da Pixar estreou a pouco tempo nos cinemas e os especialistas em animação da Caverna foram conferir a qualidade do robozinho mais expressivo da história da animação.

De cara já podemos decretar: Em nossa humilde opinião, WALL•E é o melhor longa da Pixar!

Isso mesmo, melhor que Os Incríveis, Procurando Nemo, Monstros S.A. e até mesmo melhor que o Clássico dos Clássicos: Toy Story!

Antes de fala do filme em si, gostaria de comentar sobre uma grata surpresa que tive quando fui assistir ao filme: O curta Presto!

Presto: Curta Genial
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Assim como em outros longas a seção de WALL•E apresenta um curta de animação sobre um coelho e um mágico (coelhos que saem de cartolas saca?!). O filminho é simplesmente genial, e com certeza, figura entre os melhores ad empresa de Steve Jobs também! A identidade visual, as expressões, a riqueza dos detalhes, principalmente, a animação!

Muitos tentam, mas só a Pixar consegue colocar tamanha expressividade em seus personagens! O Mago do curta em questão tem uma movimentação hilária, ao mesmo tempo precisa mas escrachada. O coelho é uma mistura de PernaLonga com Pica-pau e o filme todo tem essa atmosfera de desenho clássico dos anos 60/70/80.

Além disso, pucas empresas contam histórias como a Pixar. Mesmo sem dizer uma única palavra (praxe nos curtas), os personagens passa aspectos de pesonalidade e um humor fantástico!

Ao Prato Principal

Agora, vamos ao longa metragem em Questão: WALL•E!
Como já disse, o melhor filme da história da Pixar e provavelmente, atrevo-me a dizer, um dos melhores longas de animação da história dos longas de animação!

WALL•E: Longa Genial
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Tudo está quase perfeito (se fosse perfeito estragava!). A história, os personagens, as animações, o excelente trabalho do RenderMan. Simplesmente exuberante. Tanto que existem partes em que você pensa, ei, isso é realmente impossível, e aí se toca de que aquilo é uma animação futurista, e que 95% do que se passa na tela é impossível. Mas esses momentos são raros! Muito raros!

História
Como todos os filmes da Pixar, WALL•E, parece ser uma animação mais voltada para crianças. E é! Tem uma história fácil de entender, gráficos lindos e personagens simpáticos! Porém, quando levado a uma análise um pouco menos superficial, o filme se mostra um verdadeiro tratado sobre críticas socias/ambientais.

Basicamente a coisa é a seguinte: A raça humana gerou tanto lixo e maltratou tanto o planeta que a vida nele tornou-se impraticável. Assim, os humanos foram "convidados" a ingressar em um crizeiro de 5 anos enquanto a terra era limpa pelos WALL•E (Sigla para Waste Allocator Load Lifter • Earth Class ou Levantador Carregador Alocador de Dejetos • Classe Terra), pequenos robozinhos criados pela empresa B&L, uma das principais responsáveis pela cagada na terra.

No epaço, o crizeiro de 5 anos vira 700 e o resto eu não conto pra não estragar nada! ;)

Personagens
Ponto forte do Filme, os robozinhos transmitem emoções como poucos atores de cinema, mesmo limitando-se a falar palavras soltas como DIRETRIZ e seus próprios nomes!

WALL•E
O robozinho que dá nome ao filme é, como muito bem sacado pelo pessoal do Meiobit, a cara do cineasta Woody Allen. Mesmo suas expressões e trejeitos parecem ter sido capturados do cara de óculos mais neurótico do cinema.

WALL•E: O Revolucionário
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No filme WALL•E age como um revolucionário, o único robô capaz de quastionar diretrizes e de auto consciencia. É engraçado como ele começa um verdadeiro furdunço quando, à bordo do Axiom, solta vário robôs "com defeito" (O mito da Caverna de Platão vem a mente nessa hora). Além disso, por onde passa, o Wally vai meio que acordando demais personagens do filme.

Há uma sutil crítica à burrice burocrática, quando o Robozinho Amarelo, completamente alheio às rotinas da Axiom, vai despertando sinais de criticidade em outros robôs como no caso do MO, um pequeno autômato que vive para limpar. É o seguinte, dentro da nave, os robôs devem andar em esteiras iluminadas, algo como vias de acesso específicas para eles. O problema, é que a caixa amarela penetra, insiste em sujar lugares inacessíveis por estas vias!

MO entra em conflito, até que se liberta do "paradigma social" e pula fora das esteiras, descobrindo um mundo novo! Isso acontece também com uma máquina que vive para apertar botões, até que Wally dá um simples tchauzinho com seu braço robótico para a máquina; é o suficiente para despertar dúvidas nela, a ponto de ela não parar mais de utilizar seus apêndices para a mais nova tarefa, dar tchauzinhos!

Por onde passa Wally "acorda" pessoas também. Trombando com elas, ele desvia seus olhos das telas holográficas, fazendo com que observem o mundo pela primeira vez! Ele até ajuda um casal a se conhecer neste porcesso!

EVA
O par romântico de Wally, a lina EVA é um robô destinado a encontrar espécies vegetais dentro e fora da terra. Ela é uma das primeiras a conhecer a revolução!

EVA: Independente
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Contrastando com o robozinho quadrado e "arcaico" EVA (Extra-Terrestrial Vegetation Evaluator ou Analizador de Vegetação Alienígena) é o ápice da tecnologia e do Design! Desenhada pelo Vice-Diretor de Design de produtos da Apple Johnny Ive (qualquer semelhança com os produtos da empresa NÃO é mera coincidência), e cosntruída com o que há de mais moderno em tecnologia de anti gravitação, ela parece ser o oposto total de Wally!

Concentrada em seu trabalho, ela parece o tipo de mulher moderna: segura de si, independente, corajosa. Aos poucos, depois de conhecer seu par, ela vai se soltando e aderindo ao jeito Wally de ser dando seu charme especial a dupla! Os dois formam uma das melhores duplas de anti-heróis do cinema!

Humanos
Bem, no espaço, após 700 anos andando em cadeiras flutoantes, os humanos perderam, como diria o coputador de bordo da nave, "um pouco de sua estrutura óssea": ficaram gordinhos.

Cpitão:Gordinho diferente
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Uma coisa interesasnte que reparei, é que os gordinhos são retratados de maneira completamente diferente no filme! Geralmente caricaturizados como relaxados e antipaticos, aqui eles são extremamente amáveis e amigos. A pejoratividade não existe, e os humanos são realmente fruto de seu meio, assim simplesmente.

Confrome vão acordando para a vida real, percebe-se sua coragem e vontade de mudar. Principalmente com o capitão da nave, que mesmo sofrendo uma verdadeira lavagem cerebral para deixar que as máquinas cuidem de tudo, mostra-se extremamente heróico (quantos heróis gordinhos do cinema vocês conhecem?!?!?), salvando o dia na Axiom!

Outros robôs
Como disse, as outras máquinas, acostumadas com suas rotinas, são algo como os mantenedores da sociedade no espaço. quando Waly chega, é mandado para a oficina junto com EVA, afim de ser concertado.

Lá descobre outro robôs defeituosos. Ao tentar "salvar" seu amor (essa parte é hilária) Wally acaba soltando os malucos na nave! Com o passar do filme descobre-se que esses robôs não são tão malucos assim! Apenas enxergam o mundo de uma maneira paculiar (Mito da Caverna, sacou?!).

CUIDADO - SPOILER (REVELAÇÕES SOBRE FINAL DO FILME) Se não quiser saber coisas sobre o final, pule essa parte!!!

Uma das partes mais tristes e angustiantes do filme se dá no final, quando WALL•E perde sua memória básica, ou seja toda a autoconsciência que ele demorou 700 anos para criar, e volta a ser um autômato padrão, seguindo eternamente sua diretriz básica: Levantar Carregar e Alocar Dejetos.

É como o operário que se deu conta de sua situação, lutou por um lugar melhor na sociedade, e depois de conseguir independência crítica e intelectual, volta ao trabalho, como se escravzado pelo sistema!

A perda de vida, de expressão, é algo que dói ver em Wally! É a parte que dá vontade de chorar! Parece pior do que se le tivesse sido destruído por algum trator desmiolado da Axiom!!!!

Pronto. Já pode ler sossegado!


"Os Gráficos"
O trabalho da Pixar com o Renderman, seu renderizador particular, sempre foi brilhante. Aqui não há nehum demonstrativo técnico como pêlos macios e fofinhos ou cabelos esvoaçantes! A beleza se dá mesmo pelas fumaças volumétricas e pelo excelente nível artístico dos cenários e animações!

A movimentação dos personagens, mas principalmente do Wally, é algo espetacular, todos os desníveis são "sentidos" pelas esteiras do robô, parece que colocaram ele em um mundo virtual e controlaram por controle remoto!

As expressões "faciais" e "corporais" das máquinas é algo fantástico e dá brilhantismo ao filme. Nota dez para os animadores que colocam com orgulho: Animação 100% feita a mão! Ou seja, sem o auxílio de captura de movimentos!

Comentários Finais

WALL•E é um filme maravilhoso, tanto para quem procura uma animação inteligente e recheada de semiótica, quanto para quem quer apenas relaxar com um filme diferente e divertido.

A Pixar mais uma vez se mostra a frente de seu tempo com um enredo apaixonante e inspirado. Críticas sociais, preocupação ambiental, e um romancezinho clássico deixam o longa com cara de animação definitiva! Veremos se a Pixar vai conseguir superar essa um dia..........


Tubes:
Todo o carisma do Wally!

Trailer HD:


WALL-E e o bambolê:


WALL-E e os Headphones:


WALL-E de Verdade (garimpado no Meiobit):

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Frets On Fire - Jogo Free {Análise}

Estreamos aqui e agora, a nova sessão da Caverna do Texugo: Análises de Jogos.

Nova seção da Caverna: Análise de Jogos
Quando vir este selo, é por que vem coisa boa!


Como já existem centenas de sites em que você pode buscar análises de jogos comerciais, propomo-nos a analisar tecnica e artisticamente jogos Open Source e Free, de maneira profissional e relativamente imparcial!

Começamos com um jogo que, assim como seu predecessor e fonte de inspiração, faz muito sucesso e é absolutamente viciante: Frets on Fire!

Frets on Fire: Excelente Clique na imagem ou AQUI para acessar o Site Oficial


Criado para ser uma alternativa Open Source para Guitar Hero, jogo da RedOctane, FoF, como é chamado pelos fãs, adquiriu características próprias e virou jogo Cult!

Jogabilidade
A mecânica do jogo, consiste basicamente em tocar uma guitarra. Apertando determinadas teclas no tempo certo da música, bem ao estilo dos famosos jogos de dança (DDR), você faz o papel do guitarrista, com direito até mesmo a solos e Riffs. Quanto mais notas tocadas em seqüência e sem erro, mais pontos você faz, o objetivo é conseguir o maior número de pontos, que podem ser comparados localmente ou na internet, com outros "guitarristas".

O jogo ainda tem um multiplicador de pontos; a cada 10 notas acertadas consecutivamente, esse multiplicador aumenta até o máximo de 4X! Quanto mais tempo nesse multiplicador, mais pontos.

Uma característica marcante e muito divertida, é que você segura o teclado como se fosse uma guitarra mesmo! Caso você ache isso muito esquisito, pode mudar as configurações para algo mais..... computador!



Um pouco da Jogabilidade de Frets
Clique na imagem para ampliá-la

Uma das coisas que falta na jogabilidade de FoF, é um modo de campanha ou carreira! É divertidíssimo jogar pela maior pontuação em cada música, mas depois de jogar com um personagem, evoluindo em níveis de dificuldade, com uma histórinha divertida; como em Guitar Hero III, parece que esse tipo de jogo é essencial!

Gráficos
Os gráficos são o ponto fraco do jogo. Se comparado com Guitar Hero, FoF, é o Cão Chupando Manga. Mas você pode baixar modificações (Mods) feitos pelos próprio jogadores, o que ajuda a melhorar a aparência do jogo!

Para falar a verdade, gráficos melhores ajudam, mas você vai ficar tão absorto nas notas que vem na sua direção, que não vai reparar muito se o fundo é 3D ou uma cortina velha!


Som
Inicalmente, Frets vem com algumas músicas feitas exclusivamente para ele, mas você pode baixar Músicas da internet, inclusive, importar todo o pacote de Músicas de Guitar Hero I e II, além de outras músicas adaptadas por membros da comunidade.

Essa músicas adaptadas as vezes são um pouco difíceis demais, mesmo assim, é uma adicional muito bem vindo, mas o quente mesmo é tocar clássicos do Kiss, Iron Maiden, Ramones e outros!

Além do modo básico, Frets ainda conta com um editor de Músicas, onde você pode dar vida a suas próprias criações e compartilhá-las com os outros!

Características

  • Estilo de Jogabilidade único com Teclado invertido
  • Suporte para Controle-Guitarra e Jousticks genéricos
  • Inclui Editor de Músicas, para você fazer as suas próprias
  • Competições online através do WorldCharts
  • Centenas de músicas compostas pela comunidade
  • Suporte para importações de Músicas de Guitar Hero™ I e II
  • Multiplatforma; roda em Windows™, Linux®, Mac OS X™ e FreeBSD®
  • Open source, código Python totalmente disponível.
Comentários Finais:

Frets on Fire, mesmo sem os gráficos e o modo de campanha do irmão mais velho, é um jogo sensacional. As capacidades únicas de baixar todas as músicas de Guitar Hero I e II e o editor de múscias, compensam muito bem as perdas. A Jogabilidade com o teclado invertido também é uma grande sacada, no começo pode parecer estranho, mas fica realmente parecido com os controles em forma de guitarra. Além disso é um Jogo gratuito e muito fácil de baixar. Talvez voc tenha um pouco de dificuldade para baixar músicas adicionais, mas nada que um pouco de pesquisa não resolva.


Análise:

Gráficos: 3
Jogabilidade: 8
Som: 10
Diversão: 10

Total: 9.00

Links:

Frets On Fire - Site Oficial.
Frets on Fire Portugal (muitas músicas para download).